Em novembro de 2025, foi entregue a Fase 6 – Avaliação do Impacto no Desenvolvimento, etapa do Programa Metrópole Inteligente (PMI) dedicada a analisar os potenciais impactos da implantação do programa no território metropolitano. O PMI é estruturado em três projetos: Extensão da Infovia Digital, Galerias Técnicas para Compartilhamento de Serviços e Cinturão de Monitoramento.​

Nesta fase, o estudo apresentou uma leitura multidimensional dos impactos, reunindo dimensões sociais, econômicas, territoriais, ambientais, tecnológicas e institucionais. Entre os pontos avaliados, destacaram-se impactos econômicos relacionados ao ganho de eficiência operacional das infraestruturas urbanas e digitais, impactos sociais associados à ampliação do acesso a serviços públicos digitais e à melhoria da qualidade de vida, além de efeitos territoriais decorrentes da integração entre infraestrutura física, conectividade digital e sistemas de monitoramento. A análise também abordou possíveis benefícios ambientais, com redução de intervenções urbanas recorrentes e uso mais racional da infraestrutura existente, e impactos institucionais ligados ao fortalecimento da governança metropolitana e ao avanço de uma gestão pública orientada por dados.

A avaliação também detalhou as contribuições estruturais de cada eixo do programa para a transformação territorial. A Extensão da Infovia Digital foi apontada como base de conectividade pública para viabilizar serviços digitais e integração de dados governamentais, com potencial de suporte a aplicações como telemedicina, educação digital e sistemas de segurança pública. As Galerias Técnicas para Compartilhamento de Serviços foram destacadas pela reorganização do subsolo urbano, reduzindo a dinâmica de “obra sobre obra”, aumentando a confiabilidade das redes essenciais e criando condições para implantação de sensores, sistemas inteligentes e tecnologias de Internet das Coisas. Já o Cinturão de Monitoramento foi relacionado ao fortalecimento da capacidade de gestão da mobilidade e da segurança pública, com apoio ao monitoramento de acessos metropolitanos, à redução de crimes e acidentes, à melhoria de fluxos logísticos e ao aumento da capacidade de resposta a incidentes críticos.

Em atendimento ao Termo de Referência, a Fase 6 contemplou ainda a definição de indicadores e métricas para monitorar resultados do PMI ao longo de sua implantação, incluindo qualidade de vida, inclusão digital e acesso à informação, mobilidade e segurança urbana, participação cidadã, ambiente para inovação e empreendedorismo, sustentabilidade ambiental e eficiência energética, além da ampliação de serviços digitais e educação virtual. O estudo também identificou possíveis impactos adversos e riscos institucionais, propondo medidas mitigadoras voltadas à redução de impactos urbanos e ambientais das obras, mitigação de riscos de governança, fortalecimento da articulação interfederativa entre Estado e municípios e melhoria da coordenação entre os diferentes atores envolvidos.

Saiba mais em: www.irm.rj.gov.br

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